Panopticon

#5 Ruas de medo e pessoas de pedra

Deixámos Aiwenore para trás, não que estivesse com saudades de Delgall mas há demasiados assuntos pendentes aqui para conseguir virar-lhe as costas. Não foi preciso pôr os pés em terra para recordar tudo o que passei cá, o cheiro a podridão, a peixe e a imundice sente-se antes de chegar ao porto. Está tudo na mesma, não existe um pingo de esperança na rua, as caras continuam sombrias e basta olhar para as pessoas do cais para perceber que a maior ambição delas é morrer rápido e sem dor. Tenho de ir a casa, preciso de saber o que aconteceu enquanto estive fora!
Ainda antes de chegarmos à porta a cara de nojo de Thuriel é evidente, não sei o que passa pela cabeça daquele meio-elfo, mesmo sabendo que vinha para uma cidade pobre cheia de bandidos insiste em vangloriar-se pelas ruas. Não me surpreendeu quando se cansou mediocridade das condições daquela casa e foi embora, sinceramente já estava à espera que ele não se dignasse a ficar connosco, um cabelo tão bonito assim podia ficar estragado com os ares da zona pobre.
O halfling ainda sobrevive, é bom saber que nem toda a gente está nas mãos do rei. Vicster por outro lado continua desaparecido, nas semanas que estive fora não foi muito o que conseguiram descobrir, está preso pela guarda da cidade (que agora são os Sois Azuis, os queridos mercenários cá do sítio) e o grandioso plano para o tirar de lá resume-se a entrar por um túnel secreto, que nem sabemos se está vigiado, e rebentar tudo o que conseguirmos com explosivos que ainda não temos. Espero que trazer estas pessoas para cá não tenha sido um erro, acredito que nos vão conseguir ajudar.
Finalmente há um pingo de esperança, finalmente acho que consigo mudar alguma coisa!

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tiago_msag

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