Panopticon

#2 The Great Escape
  • thoughts * (enquanto cavalga)

Que foi isto? Que se passou? Nem sei por onde começar a para tentar entender… Depois de uma “bela” estadia naquela espelunca de prisão, e agora que encontrava o meu lugar entre os reclusos ora que surge uma epidemia surto ou algo parecido que zombifica quase toda a gente, dispensáveis alguns, mas outros acredito que não, ainda tentei dar algumas instruções enquanto se debatiam selvaticamente e erradamente, mas nem fui ouvido, talvez se não fosse este colar ridículo podia ter dado mais luta, mas que dores quando tento usar as minhas energias, parecem pontadas dentro da carne, tenho de dar mérito a quem inventou tal aparelho.

Era de manhã e estava na cantina, mais uma vez a tentar sacar informações, desta vez à servente que trabalha ao balcão, sem sucesso, parecia tão interessada em mim, como no tempero e cozedura das papas que servia, tinham sempre um sabor estranho.
Gritos, correria, e dezenas deles a entrar para o espaço comum, foi ai que começou o caos, aproveitei logo, nesta altura que ninguém dá atenção a ninguém para explorar os interiores da cozinha, uma sala fechada, outra um escritório, e lá estava ela, aquela tiefling, “Não vais precisar de usar a saída” disse ela como se o assunto estivesse arrumado, quem pensa ela que é? Personagem estranha de vestes atípicas e sem colar, quem seria? pergunto agora, nunca a tinha visto, e talvez deseje nunca o ter feito, o horror que ela me provocou quando implantou aquelas imagens na minha cabeça, não me consegui controlar e tive de fugir, consigo perceber quando estou em desvantagem.
Volto para a sala Dalbrek e os seus paus mandados já tinham invadido o recreio e combatiam sem destingir caras ou condição, distribuíam violência gratuita, para meu bem, quem olha ao músculo não trabalha a mente, os parvos deixaram a passagem para o elevador aberta, por onde me consegui esgueirar, eu e mais alguns, que com a ajuda da velha caquética que quase morreu a tentar imitar a voz de comando dele, fez o elevador subir, pareceu que demorou uma eternidade a viagem, mas a sensação de voltar a sentir uma aragem, por pequena que fosse, o calor do sol e luz que me cegou nos primeiros segundos, fez me lembrar quão perto estava da saída, era já ali, e então lembrei-me a ultima vez que aqui estive não vi ninguém na muralha a fazer patrulha, e fui, arrisquei o que podia e subi as escadas com todo o impeto, nada nem ninguém me podia impedir agora, pensei em saltar a muralha, mas era arriscado, então usei as minhas vestes para descer pelas correntes do portão e corri para os estábulos depois de enviar a minha túnica de volta, estavam com dificuldades em descer a velha, que só nos estava a atrasar… suponho que mereça depois do seu sacrifício. Havia cavalos para todos, no segundo seguinte já o estábulo estava arder com a lamparina que encontrei, e aqui estou agora a fugir montanha abaixo, sem rumo, a perguntar como ficaram todos os outros, especialmente Dobson Jones que nunca mais vi com a confusão toda… Estranho como o destino funciona, fiz a pior viagem da minha vida com estas pessoas, e tirando um ou outro faço a melhor com mesmos.

Devia pedir a minha túnica de volta

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#0 Prólogo
A prisão de Blackrock

Blackrock acolheu-vos e ofereceu-vos lar e desde então que não sentem o calor do sol, o frio do ar, nada para além daquele torreão. Todas as noites, depois de as celas se fecharem, ele acordava e brilhava como o sol que nunca mais viram, e via, via tudo, ouvia tudo, sabia tudo. Como poderiam viver num lugar sem privacidade, em que qualquer plano de fuga, qualquer brecha de liberdade ia ser sabida, descoberta, como fugir de um sítio assim?

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#1 - A prisão de Blackrock

O trote dos cavalos marcava o ritmo da viagem, vagarosamente dez reclusos dirigiam-se ao seu destino – a prisão de Blackrock. Aí foram recebidos por Tibault Seabright, o director que lhes deu as boas vindas e os largou à mercê do seu novo ambiente.
A prisão é constituída por duas alas, esquerda e direita onde se situam os dormitórios, o lado esquerdo dominado por Riley Tutello e por Dobson Jones, o direito apesar de menos influenciado por políticas e mesquinhices, contendo uma parte neutra, tem ainda a influência de Amos Casely. Entre as duas alas encontra-se uma área comum tendo a função de cantina, de espaço para exercício e local de convívio entre os reclusos. Possui também uma capela a cargo de Zaida e também uma zona após a capela onde se localizam as solitárias, já bem conhecidas por Vargas.
Após a recepção por parte do director, os novos reclusos foram acompanhados por Dalbrek à população geral, sem mais qualquer tipo de avisos e recomendações, foram largados à mercê da sua sorte, cabendo a cada um adaptar-se ou perecer.
Entre todos conseguiram rapidamente estabelecer contactos dentro das três forças locais, trabalhando para garantir o seu favor, desde provar a sua força física a negociações mais ponderadas, lentamente estabeleceram o seu lugar no seu novo lar.

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